teologia para leigos

10 de dezembro de 2010

AUTISTA COM BANJO, NO DESERTO

Alegria para
zunir perturbar e ficar

Abelhas de zaqueu




Quando o vento passa ao largo, no deserto, a cadeira do cow-boy baloiça.
Chegada é a hora do banjo – um minguado murmúrio da poeira do deserto se eleva, então, sem se ver.

Nunca saberemos onde o cume da alegria…

«Eu vim para que tivessem a Vida e vida em abundância…» [o Nazareno, há 2 000 anos] - e as cadeias do tempo dissolveram-se de alto a baixo!

Filme «AMARGO PESADELO» - Duelo de Banjos.wmv




O imprevisto que marcou o filme «Amargo Pesadelo»

O filme «Amargo Pesadelo» estava a ser rodado no interior dos Estados Unidos. O director contratou um posto de gasolina nos confins do mundo – previra, nesse solitário sítio, uma ‘cena’ em que vários actores contracenariam com o proprietário do posto. Nesse rincão do mundo moravam o gasolineiro, a mulher e um filho – este, nunca saíra daquela esquecida terra.

A equipa pára no posto de gasolina para abastecer e acontece o mais marcante ‘take’ que o director teve a felicidade de encaixar no filme. Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que, sendo músico andava sempre acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação e tendo-se apercebido da presença de um garoto, na varanda da casa, que dedilhava um banjo, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto na sua viola.

Como houve uma 'resposta musical' por parte do garoto à viola do actor, o director, apercebendo-se da importância da cena, mandou filmar. O resto, vocês verão no vídeo.

Atentem em alguns detalhes:
- o garoto é verdadeiramente um autista
- ele não estava nos planos do filme
- a alegria do pai curtindo o 'duelo dos banjos'... dançando
- a felicidade da mãe captada numa janela tímida da casa
- a típica reacção de um autista quando o ‘actor-músico’ quer cumprimentá-lo

Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.
A sua expressão - no início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai-se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a uma viola forasteira. O garoto brilha, cresce e exibe um sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo." (ano: 1972)