teologia para leigos

3 de maio de 2011

BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II - VIOLAÇÃO DO CÓDIGO DE DIREITO CANÓNICO


01.05.2011
Teólogo alemão Hans Küng questiona beatificação de João Paulo II





O teólogo alemão Hans Küng critica a beatificação de João Paulo II, afirmando que isso implica, na verdade, a beatificação de uma política eclesiástica reacionária.


Milhares de pessoas presenciaram no Vaticano neste domingo (01/05) a missa celebrada pelo papa Bento XVI para a beatificação de seu antecessor, João Paulo II, falecido em 2005.  Essa foi a penúltima etapa no reconhecimento do papa polonês como santo pela Igreja Católica.



Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Teólogo e filósofo Hans KüngEm entrevista à emissora Deutschlandfunk, o teólogo alemão Hans Küng criticou o papa João Paulo II, classificando-o de intolerante, reacionário e sem disposição para o diálogo. O teólogo, que foi proibido de lecionar teologia católica em 1979 por João Paulo II, afirma na entrevista "não entender como se pode beatificar tal homem, como se pode fazer dele um exemplo para a Igreja".
Küng também criticou a violação do direito canônico devido ao desrespeito dos prazos de beatificação por parte da Santa Sé.




Jürgen Zurheide: Em primeiro lugar, o senhor mesmo está bastante cético e criticou a rápida beatificação de João Paulo II. Quais são os seus principais motivos?
Hans Küng:  Não nego que ele tenha sido um homem de caráter, um pioneiro da lutas e dos direitos humanos e que tinha muitos lados positivos. Mas, por outro lado,  pairam tantas sombras sobre essa pessoa e seu pontificado, que eu não concordo de maneira alguma com sua beatificação.


João Paulo II admoesta (a Teologia da Libertação na figura do) padre Ernesto Cardenal

Ele praticava uma política interna autoritária. Com essa beatificação, está sendo beatificada uma determinada política eclesiástica reacionária restaurativa.


  Aconteceram também, nesse contexto, diversas violações do direito canônico. Todos os prazos previstos foram colocados fora de vigor, tudo sempre através do privilégio papal, o que é um sinal de que ainda temos um absolutismo medieval. Houve uma múltipla traição ao Concílio.


 Se comparar com o grande slogan do aggiornamento – como se chamava antigamente [a modernização da Igreja como objetivo do Concílio Vaticano II] –, nós presenciamos a volta das grandes encíclicas morais, de um catecismo tradicionalista. [...] Em vez de diálogo, se aposta novamente no controle da liberdade de expressão e consciência.




 Então, se eu ainda acho que a nova evangelização falhou completamente e, hoje, 80% dos católicos alemães exigem reformas em sua Igreja, e se levo em conta o nefasto envolvimento com o pedófilo Maciel Degollado, então devo dizer que não posso entender como se pode beatificar tal homem, como se pode fazer dele um exemplo para a Igreja.

Maciel Degollado


João Paulo II & Maciel Degollado

Voltaremos a falar sobre a situação da própria Igreja, mas eu também quero lhe fazer uma pergunta pessoal: o fato de João Paulo II ter cassado sua licença para lecionar teologia católica em 1979 exerce algum papel em seu julgamento sobre ele? Existe uma amargura de sua parte?
Eu não estou amargurado, mas eu vejo isso naturalmente como o começo de uma onda inquisitória, que também atingiu outros teólogos, freiras e bispos. O meu caso foi apenas o primeiro. Na ocasião, eu não pude defender minha posição, nem antes, nem durante, tampouco depois do processo.
João Paulo II & arcebispo Paul Marcinkus, administrador do fraudulento Banco do Vaticano, mais tarde afastado


Ou seja, isso é um sinal de que o papa foi intolerante durante todo o seu pontificado, sem disposição para o diálogo dentro da Igreja. Ele queria ter ao seu redor yes men, pessoas que obedecem a tudo incondicionalmente. Tudo isso fez com que agora estejamos numa verdadeira crise.



 O senhor já mencionou uma série de questões – de acordo com sua análise, a Igreja Católica se encontra em uma situação crítica. O senhor levantou a pergunta recentemente em um livro: A Igreja ainda pode ser salva? Alguns pontos já foram mencionados. O que acontece, em princípio, de errado?
Em princípio é errado que a Igreja Católica, a grande comunidade religiosa – da qual eu sempre fui membro e sempre o serei – sofra sob aquilo que chamamos de sistema romano. Esse sistema romano, um sistema de governança, foi criado na Idade Média, no século XI. Desde então, vivenciamos um Absolutismo papal, nós temos – pense em Canossa – os clérigos em contraposição aos leigos, temos também a lei do celibato, isso tudo é do século XI.

H. Küng discute 'Uma Ética Global'; com Kofi Annan


A Reforma, no entanto, não fez efeito, nem o Iluminismo. O Concílio Vaticano II tentou empreender uma reforma, mas não conseguiu. Temos agora mais uma vez os mesmos problemas, não há reforma do papado, da Cúria Romana, da lei do celibato, da atitude em relação às mulheres, à sexualidade, à misoginia. Isso tudo faz parte de um conjunto de coisas, foi isso que expliquei no livro.
O senhor está entre os que conhecem bem, há longo tempo e pessoalmente, o papa Bento XVI. Até 2005, os senhores ainda empreendiam longas discussões. O senhor deve ter lhe enviado seu livro, já recebeu alguma resposta?
Eu enviei um exemplar. Acho que temos um diálogo muito aberto, e apesar de tudo bastante amigável. Servimos à mesma comunidade religiosa, mas é claro que de forma completamente diferente. Eu não espero que ele aprove o que eu escrevi agora, mas ele deve reconhecer que tenho boas intenções, intenções construtivas para a Igreja.
Ele me confirmou o recebimento e me disse claramente através de seu secretário particular que o Santo Padre deixa cumprimentos cordiais. De qualquer forma, esse é um sinal de que se podem ter diferentes opiniões na mesma Igreja, sem ser simplesmente inimigo um do outro.
O que deve acontecer para que essa Igreja volte a seguir o caminho do Concílio Vaticano II, que o senhor mencionou diversas vezes?
Eu propus no meu livro uma série de terapias ecumênicas, a Igreja teria de se concentrar novamente em suas funções básicas e assumir sua responsabilidade social. Mas caberia ao papa fazer um esforço maior de comunhão com a Igreja – quando 80% dos católicos alemães dizem hoje que desejam reformas, ele não pode simplesmente dizer que isso não lhe diz respeito.
A Cúria Romana precisa ser reformada com a maior urgência, o nepotismo deve ser substituído por pessoal competente. Precisamos, principalmente, também de uma Glasnost ou Perestroika para as finanças da Igreja. 






Presidente do Banco do Vaticano acusado de «lavagem de dinheiro»


E a Inquisição deve ser finalmente abolida e as formas de repressão têm de ser eliminadas. Dessa forma, o direito canônico não deve ser só melhorado, como tem sido feito até agora, mas completamente reorganizado, ou seja, o casamento deve ser permitido a padres e bispos e os postos da Igreja devem ser abertos a mulheres.


Comunidades Locais enraizadas

E, sobretudo – isto é uma reclamação de muitos católicos – o clero e os leigos devem participar da escolha dos bispos, como era antigamente. 


Comunidades Participativas com escala humana


E, quanto ao ecumenismo, já está mais do que na hora que seja permitida a comunhão entre católicos e protestantes, como se pode ler em muitos pareceres do movimento ecumênico. Também seria possível esperar que o papa trouxesse tais presentes quando viesse à Alemanha, e não somente palavras bonitas, aplaudidas por todos, especialmente pelos políticos.

por uma Igreja com 'Regras Democráticas'

Mas o senhor ainda tem alguma esperança de que isso aconteça?
Nós não podemos impor limites ao espírito de Deus. 



Entrevista: Jürgen Zurheide (ca)
Revisão: Roselaine Wandscheer


«GRACIAS A LA VIDA» - ÁUDIO





Gracias a la Vida

 por
[Composição : Violeta Parra]


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando


Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto



 
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida

[à Carmo e ao António Agostinho Silva]




  Canción de las simples cosas
http://letras.terra.com.br/mercedes-sosa/961408/

[à Marta Silva, no seu 3º aniversário... ]


Mercedes Sosa

[Composição : Letra de César Isella; Musica de Tejada Gómez]







Uno se despide insensiblemente de pequeñas cosas,
Lo mismo que un árbol en tiempos de otoño se quedan sin hojas.
Al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas,
Esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón.
Uno vuelve siempre a los viejos sitios en que amó la vida,
Y entonces comprende como están de ausentes las cosas queridas.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.
Demorate aquí, en la luz mayor de este mediodía,
Donde encontrarás con el pan al sol la mesa tendida.
Por eso muchacho no partas ahora soñando el regreso,
Que el amor es simple, y a las cosas simples las devora el tiempo.

1 de maio de 2011

MISSA TRIDENTINA E BENTO XVI


PORQUE É QUE A «MISSA NOVA» É MORTÍFERA…



VÍDEO – MISSA TRIDENTINA
http://videos.sapo.pt/GTUaMCzG8vH7zCdJtE9L



Motu Proprio «Summorum Pontificum» - (Tradução não oficial em português)

Disposições de Bento XVI sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970









MISSA GREGORIANA EM FÁTIMA : todos os Domingos às 17,00h na Rua de S.Paulo nº2

http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2009/02/papa-bento-xvidesconheciaopinioes-do.html

 

 



 
Santo Afonso disse: “O demônio sempre tentou, por meio de heréticos, privar o mundo da missa, tornando-os precursores do anticristo, que antes de qualquer coisa mais, tentará abolir e realmente abolirá o Sacrifício Santo da Missa, como uma punição pelos pecados dos homens, de acordo com a profecia de Daniel, ‘E força lhe foi dada contra o sacrifício perpétuo”. (Daniel 8, 12)
São Roberto Bellarmino disse: “Quando nós entramos em ornadas e limpas basílicas, adornadas com cruzes, imagens sacras, altares e lâmpadas acesas, nós mais facilmente concebemos devoção. Mas, por outro lado, quando nós entramos nos templos dos heréticos, onde não há nada exceto uma cadeira para pregar e um mesa para fazer uma refeição, nós nos sentimos entrando em uma sala profana e não na Casa de Deus”.





Tem sido incansável o Cardeal Dario Castrillon em dar conferências, entrevistas e sobretudo celebrações da Santa Missa Tridentina dando assim a conhecer a beleza e a riqueza da missa Tridentina como deseja o Santo Padre Bento XVI.
“De muitas partes da Igreja chega a pergunta: Que é o Motu Próprio Summorum Pontificum? Que quer conseguir o Papa ao promulgar espontaneamente, de sua própria vontade essa lei universal que é o Motu Próprio Summorum Pontificum?
A Igreja por mais de mil anos celebrou o rito chamado Missa de São Pio V. Esse rito trouxe unidade à fé chegou a ser a forma única pela qual a Igreja adorava a Deus, repetindo, no altar, de um modo incruento o Sacrifício da Cruz. Nossa fé católica ensina que a Santa Missa é o sacrifício da cruz.






Foi no século IV que o Latim se tornou o idioma oficial da Igreja e a palavra “missa” foi introduzida. Isso foi introduzido provavelmente por Santo Ambrósio no Sacramentário Leonino (Papa São Leão em 450 DC) e o Sacramentário Gelasiano (Papa Gelásio I em 498 DC). As partes essenciais do missal foram achadas ser quase as mesmas daquelas na Missa Tridentina. No ano 600 DC, o Papa São Gregório o Grande (590-604 DC) terminou seu Sacramentário Gregoriano, que é essencialmente a Missa “codificada” pelo Papa São Pio V em 1570.
A verdadeira Missa retorna aos tempos apostólicos; e foi “codificada”, solidificada, ou petrificada pelo Papa São Pio V em sua Bula Papal Quo Primum Tempore em 14 de Julho de 1570. Papa São Pio V especificou o exato ritual da Missa “do e para” o Rito Romano. Somente essa Liturgia ou Ritual era pra ser usada desde aquele tempo até o fim dos tempos (para o Rito Romano). O Canon com a exceção de uma cláusula curta, inserida pelo Papa Gregório o Grande, permaneceu inalterado “... até 1962, quando João XXIII acrescentou o nome de São José ao Canon da Missa. Um total de 26 palavras foram acrescentadas ao Canon Tradicional pelos Papas São Leão (440-461) e São Gregório o Grande (590-604). Assim, como o Concílio de Trento exatamente expressa, o Canon é composto de muitas palavras do Senhor, a tradição dos apóstolos, e as instituições pias dos santos pontífices.


Na metade ao término da década de 60, Roma iniciou a Missa no vernacular e então, em 1970, Paulo VI nos deu um completo novo rito da Missa chamado “Novus Ordo Missae”. Não é sem motivo que os inimigos da Verdadeira Fé estão esculpindo uma “Novus Ordo Seclorum” (uma nova ordem mundial) que estabeleceria uma “Novus Ordo Missae” (uma nova ordem da Missa) para destruir a Igreja Católica Romana. Mesmo na forma original em Latim, a Missa Nova era má o suficiente, mas depois de ir para o vernacular, um desastre sobreveio, e as questões de validade foram justificadas. Um total de 35 orações ou aproximadamente 70% da Missa Tridentina foi trocado ou descartado.


Eis o que Paulo VI colocou no Missal Romano em 3 de Abril de 1969: #13 “Nós esperamos que o Missal será recebido pelos fiéis” e #15 “Nós desejamos que esses nossos decretos e prescrições possam ser firmes e efetivos”. Para impor uma lei o Papa deve tornar isso claro para a Igreja ou que está obrigando a Igreja a usar essa Missa Nova. Ele não fez isso. O que Paulo VI fez não tinha nada a ver com a indefectibilidade da Igreja ou a infalibilidade do Papa. Paulo VI disse em 19 de Novembro de 1969: “Esse Rito (Missa Nova) e suas rubricas relacionadas não são em si mesmos uma definição dogmática”. Paulo VI não fez e não poderia mudar o Rito Romano da Missa.





O propósito da Verdadeira Missa é o louvor e adoração do Deus Todo-Poderoso através do sacrifício de Cristo, que é o sacerdote invisível e vítima. A diferença entre a Missa Nova e a Verdadeira Missa é a diferença entre Caim e Abel. Nós somos contados: “O Senhor respeitou Abel e suas oferendas. Mas a Caim e suas oferendas, Ele não teve qualquer respeito” (Gn 4, 3-5). No início da história humana, os dois irmãos marcaram o padrão da observância da religião verdadeira e falsa por todos os tempos. Uma foi uma imolação em expiação de pecado, a outra meramente uma troca amigável de presentes entre o homem e Deus. Uma era aceitável, a outra não.


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Arcebispo Bugnini foi um consultor na Sagrada Congregação da Propagação da Fé, e na Sagrada Congregação dos Ritos Santos. Ele foi também o presidente do Concilium que rascunhou a Novus Ordo Missae. O Arcebispo Annibale Bugnini foi um franco-maçom, iniciado na loja maçônica em 23 de Abril de 1963 (Registro maçônico da Itália datado de 1976), Monsignor Bugnini foi removido de seu posto no Vaticano quando isso se tornou público. E em vez de ser publicamente reprovado ou requerido renunciar de sua associação maçônica, ele foi apontado como Núncio papal no Irão.
O presidente desse Concilium foi o Cardeal Lecaro, um homem de quem Cardeal Bacci chamou “Lutero ressuscitado”.


Quando nós discutimos a Missa Nova nós devemos considerar os autores. Apesar de que Paulo VI era formalmente e juridicamente responsável, na prática foi composta pelo Concilium, que consistia de alguns 200 indivíduos, a maioria dos quais funcionava como periti (“teólogos experts”) durante o Concílio Vaticano II. O Concilium foi ajudado por seis ‘observadores’ (ministros) protestantes que desempenharam um gigantesco papel em desenvolver a Missa Nova. Paulo VI agradeceu-os publicamente pela sua assistência em reeditar em uma nova maneira textos litúrgicos, de forma que a lex orandi (a lei da oração) conformou-se melhor a lex credendi (a lei da crença). É necessária uma nova liturgia para uma nova religião. A Missa Nova é a lei nova da crença não-católica.


Julgando a Novus Ordo Missae (Missa Nova) em si mesma, em sua forma oficial latina, Cardeais Ottavani e Bacci escreveram a Paulo VI em 25 de setembro de 1969: “A Novus Ordo representa uma impressionante ruptura com a teologia católica da Missa, tanto inteiramente quanto em seus detalhes, como foi formulada na Sessão 22 do Concílio de Trento. Das 12 orações do ofertório no Rito Tradicional, somente duas são retidas na Missa Nova. E de interesse é o fato que as orações apagadas são as mesmas que Lutero e Cranmer eliminaram.





A proposição do Sínodo condena o seguinte em respeito da Missa: “por trazer de volta (a liturgia) a uma maior simplicidade de Ritos, expressando-a no idioma vernacular, pronunciada em voz alta”. Essas mudanças foram condenadas pelo Papa Pio VI como “imprudente, ofensiva aos ouvidos pios, insultante à Igreja, favorável às acusações dos hereges”.






No ofertório da Missa Nova o sacerdote diz precisamente as mesmas palavras que aquelas utilizadas na cerimônia judaica. Essas são as palavras: “Bendito seja tu, Deus de toda criação. Pois através de sua bondade nós temos esse pão para oferecer, fruto da terra e trabalho das mãos humanas que se tornará para nós o pão da vida. Esse vinho para oferecer, fruto da vinha e trabalho das mãos humanas que se tornará para nós nossa bebida espiritual”. É assustador pensar que o ofertório da Missa Nova é tomado palavra por palavra da refeição do feriado da Páscoa Judaica. Na Missa Nova os padres oferecem pão e vinho; porém, na Verdadeira Missa, o padre oferece a Vítima Imaculada. É uma blasfêmia oferecer para Deus pão e vinho.


Nas missas da Novus Ordo Requiem (a missa para os mortos) a palavra “alma” não é mencionada nem uma vez.
Paulo VI disse em 24 de maio de 1976: “O Novus Ordo foi promulgado para substituir a antiga, depois de madura deliberação e no intuito de preencher as decisões do Concílio.”
O Papa São Pio V definiu dogmaticamente e infalivelmente na Quo Primum que: “decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas”.
O Decreto da Quo Primum foi irrevogável, e o Papa São Pio V chegou a declarar mais adiante na Quo Primum: “Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo.” (14 de Julho de 1570).






Mas pode um papa mudar o que outro papa fez? Em matérias pastorais sim; em matéria de fé não! Quando nós falamos a respeito da liturgia nós estamos falando a respeito de fé. Quo Primum foi não uma disciplina. Lidava diretamente com fé e moral.


Declara a 7ª Sessão, Canon 13 do Concílio de Trento que: “Se alguém disser que os ritos aceitos e aprovados pela Igreja Católica, que costumam ser usados na administração solene dos sacramentos, podem ser desprezados ou sem pecado omitidos a bel-prazer pelos ministros, ou mudados em novos e em outros por qualquer pastor de igrejas — seja excomungado.”
Esse canon expressa muito claramente que o papa, que é o primeiro e pastor supremo não pode nunca mudar qualquer rito da Igreja Católica Romana. O Rito Romano foi fixado para sempre pelo Papa São Pio V na Quo Primum. Paulo VI tentou estabelecer um completo novo Rito Romano. Há somente um Rito Romano da Missa; não pode haver dois.




Missa Tridentina em Portugal


 É indisputável que de acordo com os pronunciamentos anteriores da Igreja a Missa Nova é ilegal, e, portanto, não pode ser celebrada ou observada.
O assunto se há uma consagração válida na Missa Nova é uma outra questão que nós endereçaremos agora.
No decreto aos armênios no Concílio de Florença, expressa o seguinte: “todos esses sacramentos são dispensados de três formas, ou seja, pelas coisas relativas à matéria, pelas palavras relativas à forma, e pela pessoa do ministro conferindo o Sacramento com a intenção de fazer como a Igreja faz; se qualquer desses elementos está ausente o Sacramento não é realizado.”



O regresso do incenso



As quatro principais coisas necessárias para uma celebração válida do Santo Sacrifício da Missa:


1) Ministro: o celebrante deve ser um sacerdote validamente ordenado.
2) Intenção: o celebrante deve ter a intenção de preparar o sacramento.
3) Matéria: os elementos da Missa devem ser pão de farinha de trigo e vinho de uva, feitos sem aditivos.
4) Forma: a própria forma (palavras) da consagração devem ser usadas.


De acordo com o Concílio de Trento, esses requisitos não podem ser alterados por ninguém, nem mesmo a própria Igreja, na medida em que eles foram estabelecidos por Cristo.


O Concílio de Florença, em 1442, declarou que as seguintes palavras devem ser usadas na missa para uma consagração válida: “Portanto as palavras da consagração, que são a forma desse sacramento, são essas: ‘Pois esse é meu corpo: pois esse é o cálice do meu sangue, do novo e eterno testamento, o mistério da fé: que deverá ser derramado por você e por muitos para a remissão dos pecados’
Lembre que nós estabelecemos que a declaração do Concílio de Florença claramente determinou as palavras de consagração que é a forma das palavras que devem ser usados para ter um sacramento válido. Mais adiante, Papa São Pio V declara em De Defectibus Cap. 5, Parte 1: “Se alguém remover ou mudar qualquer coisa na forma da consagração do Corpo e Sangue, e por essa mudança de palavras, não significar a mesma coisa que essas palavras, ela não confecciona o sacramento”.
De acordo com esse decreto infalível, todas as missas que usam “todos” na consagração são inválidas.


Ninguém pode duvidar que a igreja do Vaticano II foi contra a tradição, contra os decretos dos concílios ecumênicos, e contra o Catecismo do Concílio de Trento, mudando a forma do sacramento da Santa Eucaristia. Não é uma matéria de debate se o papa tem o direito de fazer isso. Como o Papa Leão XIII (1878-1903) disse na Bula Apostolicae Curae: A Igreja é proibida de mudar, ou mesmo tocar, a matéria ou a forma de qualquer sacramento.


O Papa Leão XIII declarou na Satis Cognitum: “Nada é mais perigoso do que os heréticos que, apesar de conservarem quase todo resíduo do ensinamento da Igreja intacto, corrompem-no com uma única palavra, como um pingo de veneno, a pureza e a simplicidade da fé que nós recebemos através da Tradição de Deus e através dos Apóstolos”.


São Tomás de Aquino declarou: “É claro que, se qualquer parte substancial da forma sacramental é suprimida, aquele sentido essencial das palavras é destruído; e conseqüentemente o Sacramento é inválido”. (Summa, III, Q, 60, Art. 8).
Lucas 16, 17: “Mais facilmente, porém, passará o céu e a terra do que se perderá uma só letra da lei.”
Mateus 5, 18: “Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.”
Nosso Senhor Jesus Cristo não usou a palavra “todos” entre as coisas que disse em Mateus 26, 28. Ele usou a palavra “muitos”.


Santo Afonso nos conta: “As palavras pro vobis et pro multis (para você e para muitos) são usadas para distinguir a virtude do Sangue de Cristo desde seus frutos: pois o sangue de Nosso Senhor é de valor suficiente para salvar todos os homens, mas seus frutos são aplicados somente a um certo número e não a todos, e isso é sua própria falha”.
A Missa Nova é um sacrilégio porque é uma deliberada falsificação da Missa estabelecida do Rito Romano. A Verdadeira Missa foi dada de uma forma definida e imutável pelo Papa São Pio V, de forma que o sacrilégio pudesse ser evitado e condenado.


São Tomás de Aquino descreve um sacrilégio: “Em um sacrilégio, nós encontramos um tipo especial de deformação, em outras palavras, a violação de uma coisa sagrada por relacioná-la com irreverência.” (Summa, II, Q. 99, Art. 2)




Se a Novus Ordo Missae não é católica, então não pode satisfazer a obrigação de domingo de alguém, e seria uma grave pecado observá-la. São Tomás de Aquino declarou: “Falsidade em adoração exterior ocorre da parte do adorador e, especialmente, em adoração comum que é oferecida pelos ministros personificando a Igreja inteira. Pois mesmo que ele fosse culpado de falsidade que, no nome de outra pessoa, proferiria coisas que não lhe estão comprometidas, assim também o homem incorreria em culpa de falsidade se, da parte da Igreja, conferisse adoração a Deus de maneira contrária à estabelecida pela Igreja ou Autoridade Divina, e de acordo com o costume eclesiástico. Por conseguinte, Santo Ambrósio declara: ‘sem valor é aquele que celebra o mistério de outra forma como Cristo comunicou’”.
Papa São Pio X declarou na Pascendi Dominici Gregis: “Pois católicos em nada removerão a autoridade do Segundo Concílio de Nicéia, através do qual se condena aqueles que ousam, conforme novidades ímpias de algum tipo ou esforço pela malícia ou trapaça, abolir alguma das tradições legítimas da Igreja Católica”.


Novamente São Tomás declarou: “Alguns heréticos, por conferir sacramentos, não observam a forma prescrita pela Igreja; e esses não conferem nem o sacramento nem a realidade do sacramento.” (Summa III, Q64, Art 9)


Bento XVI recupera Comunhão na boca e de joelhos


Pois se a expressão apropriada que estabeleceu a forma de um sacramento é assim alterada, de modo que o significado essencial das palavras é mudado, então o sacramento é automaticamente tornado inválido. Um princípio básico da teologia sacramental é que “um sacramento duvidoso não é sacramento”.


Se a única igreja em uma cidade ocorrer de ser uma igreja protestante, um católico certamente não poderia observar as cerimônias dali. O mesmo se aplica à Missa Nova. Na medida Em que não é uma missa católica, um católico não tem nada a fazer ali.



Bento XVI recupera Rito Tridentino


Como o Anticristo será tão mal porque ele clamará ser o verdadeiro Jesus e não ser, assim a Missa Nova é mal porque reclama ser a Verdadeira Missa e não é. A Missa Nova é uma deliberada falsificação da Verdadeira Missa, e uma cerimônia não-católica. É muito claro que de acordo com os ensinamentos da Igreja Católica Romana seria um grave pecado observar a Missa Nova. Isso é porque a Missa Nova é mortífera.


 
Imagem da Internet (Google)-fotoformatação (PVeiga).